Construímos acordos que os próprios participantes conseguem manter
Desde 2017, trabalhamos com equipes e organizações no Sul do Brasil que precisam avançar em situações onde o diálogo travou.
← Voltar ao InícioComo a Vagalume começou
A Vagalume surgiu de uma observação simples: muitos processos de mediação e facilitação deixavam os participantes com acordos que faziam sentido no dia, mas se desmanchavam nas semanas seguintes. Faltava algo entre a conversa e a prática — um trabalho com as palavras, com a escuta, com a capacidade de nomear o que de fato aconteceu.
Em 2017, Mariana Rocha e Felipe Bergamo — com trajetórias em facilitação organizacional e estudos sobre linguagem e conflito — decidiram construir algo diferente. Não uma empresa de consultoria no sentido usual, mas um espaço de trabalho estruturado onde equipes e organizações pudessem desenvolver, com orientação, a capacidade de lidar com suas próprias tensões.
Desde então, trabalhamos com mais de 80 organizações e equipes no Rio Grande do Sul, em setores que vão de saúde e educação a tecnologia e serviços profissionais. O que nos mantém é a convicção de que acordos duráveis precisam ser construídos pelos próprios participantes — não entregues por um facilitador externo.
Nossa missão
Criar as condições para que equipes e organizações consigam descrever com precisão o que está acontecendo, ouvir uma versão que diverge da sua sem abandonar a própria perspectiva, e encontrar, a partir daí, um próximo passo que ambos os lados consigam defender.
Não trabalhamos com resolução rápida. Trabalhamos com o que é necessário para que um acordo se sustente depois que saímos da sala.
Equipe
Mariana Rocha
Cofundadora — Facilitação e Metodologia
Trabalha com facilitação organizacional há quinze anos. Conduziu processos de reestruturação de acordos em setores de saúde, educação e serviços no Sul do Brasil. Tem formação em linguística aplicada e estudos sobre mediação.
Felipe Bergamo
Cofundador — Desenvolvimento de Programas
Especialista em desenho de currículo e desenvolvimento de facilitadores internos. Antes da Vagalume, trabalhou por doze anos com programas de desenvolvimento organizacional em empresas de médio porte no RS e em SC.
Claudia Sartori
Facilitadora Sênior
Conduz sessões conjuntas de trabalho e supervisa a preparação de facilitadores internos. Atua com a Vagalume desde 2020, com foco em engajamentos de longa duração entre organizações parceiras.
Como estruturamos nosso trabalho
Cada engajamento segue um conjunto de práticas que definimos ao longo de anos — não como burocracia, mas porque elas fazem diferença no resultado.
Documentação de cada sessão
Toda sessão gera um registro escrito entregue às partes. O que foi dito, o que foi acordado, o que ficou em aberto — tudo fica registrado com clareza, sem interpretação nossa.
Confidencialidade acordada
No início de cada engajamento, definimos juntos o que é confidencial e o que pode circular. Os registros não saem do engajamento sem consentimento explícito das partes.
Grupos com tamanho definido
O Programa Introdutório tem no máximo 16 participantes. Engajamentos entre equipes envolvem apenas as partes diretamente afetadas. Tamanho e composição não são detalhes operacionais — são parte do método.
Materiais em português
Todo o acervo — notas de facilitação, cadernos de participantes, slides, guias de encaminhamento — é produzido originalmente em português brasileiro. Sem adaptações de versões estrangeiras.
Revisão após o encerramento
No engajamento de sete meses, revisões trimestrais por um ano fazem parte do escopo contratado. No engajamento entre equipes, há uma reunião de revisão no quarto mês após o fechamento.
Neutralidade de posição
Não tomamos partido. Não recomendamos soluções prontas. Nossa função é criar as condições para que as partes encontrem, elas mesmas, o que funciona para a situação específica delas.
Gestão de conflitos como prática, não como intervenção pontual
Há uma diferença relevante entre resolver um conflito e desenvolver a capacidade de lidar com ele. Quando uma equipe aprende a descrever com precisão o que está acontecendo — sem exagerar nem minimizar — ela passa a ter um instrumento que funciona para a próxima situação também. Esse é o tipo de trabalho que a Vagalume realiza.
Nos programas de maior duração, a preparação de facilitadores internos é parte central do escopo. A ideia não é criar dependência de um facilitador externo, mas transferir a prática para dentro da organização. As pessoas que passam pelo processo de co-entrega e revisão individual saem com condições de conduzir sessões futuras com suas próprias equipes.
Nossa localização em Porto Alegre não é apenas logística. O contexto gaúcho — com suas características próprias de cultura organizacional, de relação entre hierarquia e colaboração, de modo de fazer acordos — informa a forma como desenvolvemos os materiais e conduzimos as sessões. Não aplicamos metodologias importadas sem adaptação. O que usamos foi construído e testado aqui.
Para organizações que ainda estão avaliando se um processo estruturado faz sentido para o momento delas, o Programa Introdutório oferece um ponto de entrada sem comprometimento de longa duração. É um espaço para praticar antes de decidir o próximo passo.
Quer entender melhor como trabalhamos?
Entre em contato e conte brevemente o contexto. Respondemos com o que faz mais sentido para a situação.
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